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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Obra danifica raízes da Figueira das Lágrimas, árvore mais antiga de SP



Planta que está no Ipiranga sofre com a falta de zeladoria especializada.



                             Raízes danificadas da Figueira das Lágrimas, árvore mais antiga de São Paulo


Árvore mais antiga de São Paulo, a Figueira das Lágrimas teve suas raízes danificadas na terça-feira (16) por funcionários da obra que acontece no local e que já derrubou os muros e gradis centenários que a cercavam.
A planta, que fica no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, sofre com falta de zeladoria especializada.
Segundo a vizinha do complexo histórico da Figueira das Lágrimas, Yara Rodrigues, os funcionários contratados para fazer a obra cortaram as raízes novas da árvore sem supervisão de um profissional da área.


                                                               Raízes danificadas da Figueira das Lágrimas

 Segundo Ricardo Cardim, botânico responsável por clonar a Figueira das Lágrimas e replanta-la no Ibirapuera, os cortes colocam em risco a vida da planta.


"O que se percebe é que foram cortadas raízes saudáveis da Figueira das Lágrimas e que esse corte de raízes, além de servir de entrada de bactérias, fungos e doenças na árvore, podem provocar problemas e fazer falta para o ser vivo", disse.
"A árvore tem as raízes dimensionadas para suportar a sua copa e as funções vitais dela. Eu enxergo dois problemas: você gerar uma abertura para doenças que podem comprometer a árvore anciã. Segundo você remover o sistema radicular que é importante para árvore."

                          Pedaços das raízes cortadas no último domingo (16) — Foto: Reprodução/Yara Rodrigues

                                                               Figueira das Lágrimas perdeu parte de seu aterro

História

A Figueira das Lágrimas está localizada na altura do número 515 da Estrada das Lágrimas. Ela foi documentada pelo viajante Emilio Zaluhar, em 1862.
No século 19, a região era o limite entre a capital e a estrada rumo ao litoral. Na época, familiares ao se despedirem de seus entes queridos enviados à Guerra do Paraguai (1865-1870), choravam no pé da árvore. Segundo historiadores, até Dom Pedro I aproveitou sua sombra.
Em 1909, o antigo dono do terreno quis derrubá-la, mas a mobilização da imprensa e da sociedade civil acabou interrompendo o processo e preservando a árvore.
Nos anos 80, a Figueira das Lágrimas foi incluída na lista de Vegetação Significativa no Município de São Paulo, por iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e teve o seu corte proibido.

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